domingo, 28 de outubro de 2007

Tratado sobre preguiça, maresia e ranço

Engraçado como é perceptível as mudanças que vão acontecendo conosco ao longo da nossa vida.
Primeiro vieram as noitadas obrigatórias de quinta a domingo, depois elas foram diminuindo.
Depois vieram as longas jornadas ciclistícas, onde o que me satisfazia mesmo era estar em cima da minha bike rodando por toda cidade.
Depois fui me acalmando e continuando a fazer coisas que ocupassem meu tempo pra me deixar exausto e na hora q fosse dormir estivesse exausto e dormisse feito uma pedra a noite inteira.
Engraçado como o tempo nos faz estar sempre refazendo nossos hábitos e hoje em dia percebo que o que realmente importa é saber aproveitar o tempo de forma significativa.
Aonde e quando eu ia imaginar que ia ficar um domingo quase todo sem fazer nada e ainda fosse achar legal? Pois é, meu sábado foi suficiente pra queimar minha energia e hoje repensei meu domingo. Comecei ouvindo Leila Pinheiro/Benção Bossa Nova, mas queria emoçoes mais fortes, troquei radicalmente minha trilha sonora, 100% Marina Lima, comecei ouvindo ABRIGO, mas eu queria algo mais intimista e fui pra MARINA LIMA (que tem o hit "Eu não sei dançar"), em seguida fui pra PRÓXIMA PARADA e por fim ouví VIRGEM. Foi a trilha sonora que eu precisava pra varrer meu A.P. passar pano e lavar a louça. Engraçado como as letras todas tem um sentido muito especial e mesmo em músicas tão batidas como A FRANCESA, é possível descobrir gotas de sabedoria, quando ela falava que OS MOMENTOS FELIZES NÃO ESTÃO ESCONDIDOS NEM NO PASSADO NEM NO FUTURO, ela fala claramente pra vivermos tudo intensamente e existe algo mais importante pra humanidade que viver tudo intensamente?
Foi assim que passei meu domingo, me reportando a forma intensa como foi meu sábado. Pude reavaliar o sentido da palavra amizade, do que realmente significa estar próximos a pessoas legais de verdade e pude até tomar cerveja, vinho com leite condensado, caipirinha e achar o máximo!
Essa preguiça do domingo me fez refletir sobre momentos significativos e meu domingo de forma alguma foi chato. Foi muito massa "véio"!

sábado, 27 de outubro de 2007

A SIMPLICIDADE DAS COISAS

Engraçado como nos surpreendemos com as coisas simples e como elas passam a ter tanto significado.
A gente se fecha pra coisas elementares e de repente, a gente se pega fazendo tudo que a gente renega e ainda dá o maior prazer.
Nos sentimos acolhidos e esse é o fator motivador pra fazermos essas coisas e ainda sentirmos tanto prazer.
O mundo nos obriga a nos fecharmos, ficarmos limitados e basta uma ligação telefonica e tudo muda. Engraçado como coisas banais como beber e jogar conversa fora se torna algo tão prazeroso, só precisa que você esteja no lugar certo com as pessoas certas e de repente, você esquece do seu relógio, perde a noção do tempo e se deixa levar.
Nos prendemos a conceitos e a valores que vão todos por água abaixo diante da alegria de estarmos com as pessoas que a gente gosta. As vezes ficamos imersos dentro de nós mesmo e não conseguimos perceber que o significado das coisas está nas entrelinhas e daí a gente percebe o quanto perdemos tempo mirando no óbvio.
O tempo envelhece nosso corpo e limita nossa beleza física, mas nos proporciona a melhor de todas as sensações, a experiência, a experiência dá aquele gostinho de ter conhecimento ou noção de todo e qualquer assunto e que a nossa opinião passa a ser algo relevante; ainda mais hoje em dia, onde a humanidade ostenta corpos sarados sem nehum conteúdo (esta sim a maior de todas as banalidades).
Um papo gostoso, conhecer pessoas legais, estar com nossos amigos. Coisas simples, coisas fáceis. Coisas que nos afugentam da obviedade da beleza fácil, do encanto que quase nunca vai além da primeira frase pronunciada.
Que frustração com a humanidade, ainda nos resta ver nas entrelinhas, onde está toda a simplicidade e significado da vida.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

O DOM DA PALAVRA

Hoje foi um dia diferente, era o meu último dia de folga do feriadão que começou na sexta feira e por ser terça-feira, hoje seria o dia de ficar em casa estudando pra dar aula.
Comecei as tarefas "acadêmicas" corrigindo um pacote de provas; pra não ficar entediado, resolvi fazer uma correção diferente, corrigir provas e teclar no Bate-Papo do UOL, imagina a loucura. Pois é, no universo de tantas pessoas que teclei, teve uma que me chamou atenção, uma pessoa que me ligou varias vezes dizendo que estava vindo, que era uma moça de familia, uma mulher reservada e que estava muito afim de me conhecer, e nisso foi uma boa parte da manhã e um pedaço da tarde, a tal moça me ligando, fazendo um monte de advertências e eu dizendo que ela ficasse calma, que relaxasse que eu era um cara legal e ela comendo meu xaveco, até que ela foi me encontrar no local acertado, logo de longe percebí que era ela, o pescoço que não parava de girar a denunciara e eu fui pra lá perto dela, até que tive oportunidade de lhe abordar, reconhecí sua voz e ela morrendo de medo negou ser quem eu estava procurando. Tadinha, caiu na minha lábia, veio atrás de mim, ficou cheia de curiosidade e na hora "H" ficou com medo. Meu deleite foi de fazê-la sair da sua rotina, de se encantar com minha lábia, de a deixar bolada, de deixá-la instigada com o que teclamos e posteriormente conversamos via TIM, a deixou instigada; o fato do que viesse acontecer posteriormente; é algo menor, de menor relevancia; se iria ser legal ou não, isso não importa, o que me deleita é o tempo que mantive essa pessoa curiosa em conhecer o novo e que essa pessoa acreditou que iria transgredir algo e que se manteve alimentada durante algum tempo por esse sentimento.
Esse foi o grande lance da minha terça-feira, fazer o imaginário de outrem ficar maquinando por horas e horas algo que veio de mim, que eu fiz emanar (talvez seja um sentimento mesquinho, que massageia meu ego), mas esse sentimento me deu um poder e deu uma levantada na minha estima, que valeu mais que quase todo o feriado. Quase todo viu?

domingo, 14 de outubro de 2007

CONSIDERAÇÕES SOBRE O FILME TROPA DE ELITE

Depois de esperar meses e meses pra não assistir a um DVD pirata, por ir contra minhas convicções (é inadmissível e inconcebível compactuar em pagar por uma obra que foi roubada de alguém, multiplicada e distribuída a preços modicos, já que foi roubada, por que não distribuir gratuitamente?); finalmente fui assistir ao surpreendente filme TROPA DE ELITE.
O formato do filme, DOCUDRAMA NARRATIVO, já traz um diferencial entre os filmes convencionais (lembra Cidade de Deus, mas só lembra, não o copia) o filme é muito ágil (o que também traz referencia a CD), mas tem uma linguagem própria, uma montagem excepcional e um final surpreedente.
Um filme que vai muito além do que se propõe, pois te leva às mais diversas reflexões sobre as instituições, um daqueles filmes que faz o espectador se movimentar na cadeira o tempo todo, um filme daquele que vale cada centavo pago no ingresso.
Interpretações magistrais, um elenco maravilhoso e mais um daqueles filmes que nos prova que pra contar uma boa estória não é preciso um elenco estelar, afinal, uma boa estória é uma boa estória e ponto final.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

A NOSSA VIDA NOS ENSINA

Engraçado como as feridas se regeneram
Da mesma forma as coisas no nosso coração também se regenera, já está provado que guardar mágoa e rancor envelhece e mata. Dessa forma é constatável que não devemos nos prender ao que faça-nos mal. Agindo assim, vivemos mais e melhor; é claro que desde sempre é necessário saber o que não serve e desfazer dessas coisas.
Toda dor tem cura e isso basta pra saber que as coisas se resolvem, mais cedo ou mais tarde, basta acreditar.
Dessa forma, perder tempo pensando em ódio, vingança, raiva, picuinhas, faz de nós pessoas ruins, menores. Certamente com um pé na sepultura.
Quanto mais eu amo a vida, mais ela me mostra que tenho motivos para amá-la e procurar o significado das coisas sempre nas entrelinhas, de perceber sempre os menores detalhes e tentar sorrir sempre e nunca perder a ternura.
Já descobrí há algum tempo quem são as pessoas que gostam de mim e a ela tenho grandes dívidas de gratidão. Moro numa cidade sem graça, nunca acontece nada por aqui, por isso a chamo de SEMGRAÇÓPOLIS, mas a grande graça de viver aqui em FEIRA DE SANTANA, é saber que aqui tem gente boa, sei que gente boa tem em qualquer lugar, mas a monotonia da vida cotidiana desse lugar vai de encontro as pessoas maravilhosas que moram aqui. É facil demais entender por que quem vai em busca de uma vida melhor nas grandes capitais, sempre acaba voltando pra cá.
Aqui em Feira nessa monotonia, aprendí a viver reservadamente e sabendo quem são meus amigos verdadeiros e com eles contar sempre que o coração não estiver bem, pois sei que quando estiver triste, por baixo, sei onde encontrar uma palavra de conforto. Ter pessoas especias ao nosso lado em momento de tristeza, faz com que façamos uma nova leitura da nossa vida e dos nossos significados.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

OS PRÓS E OS CONTRA DA SOLIDÃO

Me contemplo com o luxo que é morar só, ter meu cantinho e poder escolher quem entra aqui em casa. Ligar o som e ouvir o que eu quiser, comer o que eu quiser e na hora que eu quiser, sair sem ter hora pra voltar. Pô cara é legal demais!
O avesso disso é somente a solidão e numa cidade como a nossa querida e amada Princesa do Sertão, as opções são bem limitadas. Já não tenho saco pra ir pra ambientes sociais, como barzinho ou até mesmo na boate, minha vida social aqui em Feira se limita a pegar um cineminha no Shopping (que só tem 4 salas e ainda tem semana que não estréia nada que me anime sair de casa), ou então sair com amigos pra pizzaria ou almoçarmos juntos, fora isso, não me resta opção alguma.
É fato que a localização da nossa querida e amada Princesa do Sertão ajuda um pouco, qualquer evento legal que aconteça em Salvador dá pra ir rapidinho e voltar e essa facilidade nos estimula bastante a sair da monotonia da nossa cidade, mas Salvador já está virando lugar comum. Já não acontece mais tanta coisa legal por lá.
Tem horas que me dá a vontade de subir na bike e rodar por aí, fazer o Contorno da cidade, ir ao Rio Jacuípe, mas tudo isso já é lugar comum demais.
Acho mesmo que tenho que começar logo a fazer o mestrado, mas ainda preciso ficar mais afiado na língua estrangeira.
Mas voltando à solidão, acabei de lembrar de uma letra do Alvin L, que retrata bem esse estado que me encontro, que fala dos dois lados da solidão.

PRA NINGUÉM (POR ENQUANTO)

Ninguém pra ligar
E dizer onde estou
Ninguém pra ir comigo
Onde eu vou

Por outro lado
Ninguém pra abaixar o volume
Ninguém pra reclamar dos pratos sujos
Ninguém pra eu fingir que eu não amo

Toda noite no mesmo lugar
Eu abro os olhos e deixo o dia entrar
Pra ninguém

Ninguém pra dizer quando devo parar
Ninguém na casa pra poder acordar
Do meu lado
Ningúem pra contar as novidades
Ninguém pra fechar as cortinas
Ninguém pra brigar de vez em quando

Toda noite no mesmo lugar
Eu abro os olhos e deixo o dia entrar
Pra ninguém...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

O VALOR DE UM SIMPLES CARINHO

Me sinto um cara de sorte, faço o trabalho que eu gosto, estou rodeado de pessoas maravilhosas e ainda por cima tenho a liberdade de morar sozinho.
Esse grade vazio de morar sozinho, as vezes se transforma em alegria e conseqüentemente tem um significado muito especial pra mim. O avesso disso são grandes (enoooooooooooormes) momentos de solidão. A partir daí tenho uma grande carencia afetiva, que me faz sentir alegria apenas em olhar nos olhos de quem passa na rua, de reparar a importancia de estar sempre ligando para meus amigos, ou de estar sempre dando a maior atenção para meus alunos ou para os colegas de trabalho.
Assim sigo feliz, nunca dou bola pra tristeza, não acredito em azar, e me acho muito, muito sortudo.
Tem horas que acho que não falta mais nada na minha vida. Acho que é por isso que passo longos periodos sem varrer a casa. Mas quando percebo que a sujeira está enchendo o saco, saco um cd e boto pra rodar enquanto eu fico na faxina.
Quero curtir a vida e de preferencia deixando o ócio de lado. A vida passa rapidinho e quero aproveitá-la da melhor maneira possivel.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Me libertando...

Andava com um bloqueio que me empatava de estudar pra dar aulas e toda quinta de manhã eu me desviava e na hora que ia estudar fazia outra coisa.
Hoje acordei depois de uma noite bem dormida de sono bom e depois que tomei café coloquei o cd do Paulinho Moska/Tudo novo de novo, pra tocar, sentei no meu sofá e abrí os livros, comecei a ler e a cumprir minhas obrigações de terça feira de manhã e rapidamente sentí prazer em bebruçar meus olhos sobre a leitura e rapidamente o tempo passou. Não doeu e ainda por cima foi tudo gostoso de fazer.
Tirei um peso das costas e descobrí que mesmo estando cansado desse meu trabalho exaustivo, ainda tenho bala na agulha.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Considerações sobre o filme "O HOMEM QUE DESAFIOU O DIABO"

O filão FILME NORDESTINO DE HUMOR COM HÉROI ESTABANADO está mais do que desgastado, com O AUTO DA COMPADECIDA e com LISBELA E O PRISIONEIRO, tudo que o filão poderia oferecer se esgotou. Foi assim com DEUS É BRASILEIRO ou n'O CORONEL E O LOBISOMEM. Mas a indústria acredita no filão e bota fé em gastar rios de dinheiro em produções que torram a paciência do fiel espectador de cinema.
As imagens são belíssimas, mas eu não sei se a culpa foi do MARCO PALMEIRA, ou se foi do roteiro, cansativo, arrastado e desgastado ao extremo. Como foi decepcionante ver um filme tão chato e tão arrastado depois de ler uma matéria falando da qualidade do roteiro dos filmes nacionais na revista BRAVO! e de ver filmes tão bacanas como SANEAMENTO BÁSICO e CIDADE DOS HOMENS. Irônico também que uma das cenas memoráveis do filme tenha sido entre o protagonista e um ator que nem é ator, é cantor; os diálogos entre UROJUARA e ZÉ DA TABACA. Tirando isso, é tudo maçante, chato, arrastado e cansativo demais. É uma pena que o cinema brasileiro seja assim, cheio de altos e baixos. A minha próxima empreitada nessa seara e esperar a estréia de TROPA DE ELITE, como tem cara de cinema independente, esse promete.