O filão FILME NORDESTINO DE HUMOR COM HÉROI ESTABANADO está mais do que desgastado, com O AUTO DA COMPADECIDA e com LISBELA E O PRISIONEIRO, tudo que o filão poderia oferecer se esgotou. Foi assim com DEUS É BRASILEIRO ou n'O CORONEL E O LOBISOMEM. Mas a indústria acredita no filão e bota fé em gastar rios de dinheiro em produções que torram a paciência do fiel espectador de cinema.
As imagens são belíssimas, mas eu não sei se a culpa foi do MARCO PALMEIRA, ou se foi do roteiro, cansativo, arrastado e desgastado ao extremo. Como foi decepcionante ver um filme tão chato e tão arrastado depois de ler uma matéria falando da qualidade do roteiro dos filmes nacionais na revista BRAVO! e de ver filmes tão bacanas como SANEAMENTO BÁSICO e CIDADE DOS HOMENS. Irônico também que uma das cenas memoráveis do filme tenha sido entre o protagonista e um ator que nem é ator, é cantor; os diálogos entre UROJUARA e ZÉ DA TABACA. Tirando isso, é tudo maçante, chato, arrastado e cansativo demais. É uma pena que o cinema brasileiro seja assim, cheio de altos e baixos. A minha próxima empreitada nessa seara e esperar a estréia de TROPA DE ELITE, como tem cara de cinema independente, esse promete.
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