Me contemplo com o luxo que é morar só, ter meu cantinho e poder escolher quem entra aqui em casa. Ligar o som e ouvir o que eu quiser, comer o que eu quiser e na hora que eu quiser, sair sem ter hora pra voltar. Pô cara é legal demais!
O avesso disso é somente a solidão e numa cidade como a nossa querida e amada Princesa do Sertão, as opções são bem limitadas. Já não tenho saco pra ir pra ambientes sociais, como barzinho ou até mesmo na boate, minha vida social aqui em Feira se limita a pegar um cineminha no Shopping (que só tem 4 salas e ainda tem semana que não estréia nada que me anime sair de casa), ou então sair com amigos pra pizzaria ou almoçarmos juntos, fora isso, não me resta opção alguma.
É fato que a localização da nossa querida e amada Princesa do Sertão ajuda um pouco, qualquer evento legal que aconteça em Salvador dá pra ir rapidinho e voltar e essa facilidade nos estimula bastante a sair da monotonia da nossa cidade, mas Salvador já está virando lugar comum. Já não acontece mais tanta coisa legal por lá.
Tem horas que me dá a vontade de subir na bike e rodar por aí, fazer o Contorno da cidade, ir ao Rio Jacuípe, mas tudo isso já é lugar comum demais.
Acho mesmo que tenho que começar logo a fazer o mestrado, mas ainda preciso ficar mais afiado na língua estrangeira.
Mas voltando à solidão, acabei de lembrar de uma letra do Alvin L, que retrata bem esse estado que me encontro, que fala dos dois lados da solidão.
PRA NINGUÉM (POR ENQUANTO)
Ninguém pra ligar
E dizer onde estou
Ninguém pra ir comigo
Onde eu vou
Por outro lado
Ninguém pra abaixar o volume
Ninguém pra reclamar dos pratos sujos
Ninguém pra eu fingir que eu não amo
Toda noite no mesmo lugar
Eu abro os olhos e deixo o dia entrar
Pra ninguém
Ninguém pra dizer quando devo parar
Ninguém na casa pra poder acordar
Do meu lado
Ningúem pra contar as novidades
Ninguém pra fechar as cortinas
Ninguém pra brigar de vez em quando
Toda noite no mesmo lugar
Eu abro os olhos e deixo o dia entrar
Pra ninguém...
terça-feira, 9 de outubro de 2007
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