Quando ouço falar em filme de Jorge Furtado, logo fico curioso, afinal, 2 dos melhores filmes do cinema nacional ("O HOMEM QUE COPIAVA e "MEU TIO MATOU UM CARA"), são deles; sem falar que ele escreveu alguns episódios de OS NORMAIS e foi responsável por vários quadros muito legais que já passou no FANTÁSTICO.
Por falar em JORGE FURTADO, com ele acontece o contrário do que acontece quando o DANIEL FILHO ou KAKÁ DIEGUES, enquanto o segundo e o terceiro fazem cada bomba capaz de traumatizar os telespectadores (vide SEXO AMOR E TRAIÇÃO, MUITO GELO E DOIS DEDOS D'AGUA, no caso do DANIEL ou ainda vide TIETA DO AGRESTE, DEUS É BRASILEIRO do Kaká), Jorge Furtado é sempre um sopro novo de boas idéias e a certeza de uma estória bem contada com um elenco surpreendente.
Mas voltando ao filme SANEAMENTO BÁSICO, se trata de um filme em que todos, todos os personagens foram escolhidos para os atores que o fizeram e acabamos brindado com falas impagáveis e inesquecíveis. Desde os menores figurantes até os personagens principais, todos dão show de bola. É muito engraçado ver a FERNANDA TORRES fazendo um personagem mais contido que o que ela fez durante muito tempo n'OS NORMAIS e ter o prazer de ver aquele diálogo nostálgico entre PAULO JOSÉ e TONICO PEREIRA.
Um filme inteligentíssimo, mesmo com a duração que teve. Cada vez mais estamos vendo filmes com 90 minutos e quando um filme ultrapassa essa duração, torna-se uma tortura, ainda mais se tratando de um filme nacional onde o áudio é um terror.
Não posso deixar de comentar os cacoetes do WAGNER MOURA, que ainda estava impregnado do seu personagem de Ó PAÍ, Ó, mas o roteiro é tão bom que isso a gente acaba relevando. Preciosa a interpretação da CAMILA PITANGA entrou totalmente no clima da personagem, merece méritos. Louvável a escolha do elenco de SEXO FRÁGIL, mesmo tendo alguns atores que tivessem pequenas participações, eles deram o tom do filme. Isso tudo sem falar numa música da Billie Holliday que acaba se tornando um personagem.
Um filme leve, mas uma aula de cinema, mostrando a todos que ainda existem diretores que enchem os nossos olhos e ouvidos de prazer, contribuindo de forma tão importante para o nosso hábito de ir ao cinema e ver um bom filme.
Quem venham muitos e muitos filmes do Jorge Furtado, de longe um dos nossos melhores cineastas.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
sábado, 24 de novembro de 2007
As possiveis possibilidades
Diante dos desgastes proporcionados pela humanidade e por ter uma grande dificuldade de conseguir acreditar que as relações ainda podem se estabelecer de modo convencional, continuo minha busca incansável a procura da minha cara metade, acreditando sempre num mundo cheio de possibilidades e altamente diversificado.
Cada dia que passa vou me tornando mais anti-social e tenho certeza que a culpa não é minha, a culpa é desse universo cada vez mais cheio de lugares comuns. Cansado dessa superficialidade que assola a humanidade, me lanço a novos desafios e novas possibilidade, mesmo tendo certeza que coloco minha cabeça a premio por não seguir os meios meramente tradicionais e altamente banais. É tudo raso demais, tudo superficial demais e as pessoas seguem cada vez mais sem argumentos. Me recuso a participar disso aí e interagir dessa forma, com isso que teima em acontecer, pois a obviedade é um caminho que jamais seguirei, me recuso a trilhar por esse caminho. O ÓBVIO NÃO FAZ PARTE DE MIM.
Já não tenho mais paciência pra freqüentar os lugares padrões daqui da cidade, aqui na cidade só oferece como opções botequins e igrejas evangélicas e eu há muito tempo que refutei essas minhas tendências a bebum e a crente. Sei que é cada vez mais difícil me enquadrar dentro dos padrões da obviedade, mas eu tento resistir enquanto tenho forças. Não me vejo nesses botecos onde as pessoas se vestem de forma padronizadas, só discutem o raso e todos usam o mesmo perfume. Não esse mundinho não é o meu, o homem perdeu sua capacidade de argumentar e aqueles que acreditam que sabem argumentar seguem pagando mico um atrás do outro.
As vezes sinto asco dos óbvios caminhos que a humanidade seguiu e mergulho profundamente na solidão do mundo virtual parto do requisito que pra fazer parte desse mundo é necessário ao menos duas coisas, ler e escrever; partindo desse principio, acredito que ainda pessoas que saibam argumentar e que tenham o que argumentar. É uma nova proposta e uma nova luz se acende sobre as possibilidades, acreditar que ainda existem pessoas que têm o que argumentar, mesmo que no mundo virtual, isso me estimula a procurar sempre mais e mais pessoas para teclar, pois acredito que as pessoas ainda têm o que falar. Já pude perceber que os dois mundos são lugares completamente diferentes, o que está no virtual se manterá no virtual pois quando muda de plano para o real perde seu magnetismo e quando acontece alguma coisa, existe a possibilidade de nunca mais se repetir.
Me submeto a essas novas possibilidades e acredito que a tecnologia poderá modificar essa estrutura que está aí, que podemos enxergar muito mais além que o óbvio e que o homem ainda tem a capacidade de argumentar e se relacionar entre si.
Cada dia que passa vou me tornando mais anti-social e tenho certeza que a culpa não é minha, a culpa é desse universo cada vez mais cheio de lugares comuns. Cansado dessa superficialidade que assola a humanidade, me lanço a novos desafios e novas possibilidade, mesmo tendo certeza que coloco minha cabeça a premio por não seguir os meios meramente tradicionais e altamente banais. É tudo raso demais, tudo superficial demais e as pessoas seguem cada vez mais sem argumentos. Me recuso a participar disso aí e interagir dessa forma, com isso que teima em acontecer, pois a obviedade é um caminho que jamais seguirei, me recuso a trilhar por esse caminho. O ÓBVIO NÃO FAZ PARTE DE MIM.
Já não tenho mais paciência pra freqüentar os lugares padrões daqui da cidade, aqui na cidade só oferece como opções botequins e igrejas evangélicas e eu há muito tempo que refutei essas minhas tendências a bebum e a crente. Sei que é cada vez mais difícil me enquadrar dentro dos padrões da obviedade, mas eu tento resistir enquanto tenho forças. Não me vejo nesses botecos onde as pessoas se vestem de forma padronizadas, só discutem o raso e todos usam o mesmo perfume. Não esse mundinho não é o meu, o homem perdeu sua capacidade de argumentar e aqueles que acreditam que sabem argumentar seguem pagando mico um atrás do outro.
As vezes sinto asco dos óbvios caminhos que a humanidade seguiu e mergulho profundamente na solidão do mundo virtual parto do requisito que pra fazer parte desse mundo é necessário ao menos duas coisas, ler e escrever; partindo desse principio, acredito que ainda pessoas que saibam argumentar e que tenham o que argumentar. É uma nova proposta e uma nova luz se acende sobre as possibilidades, acreditar que ainda existem pessoas que têm o que argumentar, mesmo que no mundo virtual, isso me estimula a procurar sempre mais e mais pessoas para teclar, pois acredito que as pessoas ainda têm o que falar. Já pude perceber que os dois mundos são lugares completamente diferentes, o que está no virtual se manterá no virtual pois quando muda de plano para o real perde seu magnetismo e quando acontece alguma coisa, existe a possibilidade de nunca mais se repetir.
Me submeto a essas novas possibilidades e acredito que a tecnologia poderá modificar essa estrutura que está aí, que podemos enxergar muito mais além que o óbvio e que o homem ainda tem a capacidade de argumentar e se relacionar entre si.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
METROSSEXUAL NORDESTINO
Volta e meia o mundo globalizado lança novas ondas e que de uma forma ou de outra, a gente acaba contextualizando, mesmo com as características de cada região. Todas as novas ondas são assim e primeiro o mercado lança as informações de cada nova onda e depois você se depara com sua contextualização e pára pra fazer a tal da análise, de confrontar as informações com o que foi vivido. Em relação a essa nova onda, do homem metrossexual, finalmente consigo contextualizar minhas informações diante do que admito ser um cara metrossexual com características locais.
Engraçado que aqui na Bahia, no Nordeste, pude perceber um metrossexual pagodeiro, um perfil diferente do que eu pensava ser metrossexual. Pude ver num pagodeiro, uma pessoa vaidosa; dessas que apara as costeletas, pinta as unhas e enche o cabelo de gel e cremes afins; além de ser uma pessoa educadíssima. Pronto era tudo que eu concebia de um metrossexual e ainda por cima pagodeiro. Engraçado como cada lugar contextualiza as novas ondas com suas características locais.
Neste mundo globalizado as informações chegam muito rápido e é muito engraçado ver como cada lugar se adequa as novas ondas que são lançadas.
Sei que outras ondas virão, mas tenho certeza que os fatores externos são sempre predomintantes diante dessas novas ondas.
Assinar:
Postagens (Atom)
