É muito natural que as pessoas tenham algumas reservas (aliás muitas), como relação aquilo que não conhecem... O rosto estranho quase sempre assusta; a bondade e a lisura, incomuns hoje em dia, amedronta... O que é imprevisível; que chega sem manual de instrução é absolutamente descartado... Afinal, "pra que perder tempo com aquilo que não tem um propósito absolutamente claro!?" É isso que as pessoas, e não os humanos, se perguntam.
Um dia todos teremos consciência.. de que perder é, às vezes, ganhar... e que ganhar não é tão bom assim o quanto dizem. O bom mesmo é sentir o vento lhe tomar as narinas; é subir no telhado da própria casa e estatalar-se de rir sem motivos óbvios... sem que o céu esteja azul e as crianças felizes de doer, porque a felicidade, meu caro, foi feita pra cortar. Isso que vendem em latas nos supermercados tem outro nome que não felicidade; nós sabemos disso! Por essas e outras, acaba de me dar uma vontade medonha de comer pizza de melancia... Ah, não existe!? Tudo bem, eu invento... tais quais foram criados os mares, as nuvens e as pedras eu farei o meu mundo, a minha vida, a minha paz...E se depois eu vier a descobrir que tudo não passou de mera invenção; não haverá problema sento-me num banco, conto os dedos e vou brincar de ciranda com os doidos...
quinta-feira, 6 de março de 2008
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