No fim do mundo nasceu um menino
que come peras como quem chupa manga;
seus pés, seus dentes e seu dorso
são só poesia
até as costelas
que agora lhe perfuram os rins
teimam em recitar versos
Enquanto isso,
sorrio no espelho
e tenho pena da pobre criatura
Pra que tantos dedos?
28 de Fevereiro de 2008
domingo, 9 de março de 2008
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