Teu amarelo
cega-me os olhos, Vanghog;
sinto girassóis
dançando em meus jardins
todos tontos de tanto girar.
Amarelas, vejo serpentes
deslizando pelos vitrais da casa velha,
e os ponteiros do tempo escorrendo
sinuosos
por entre as tetas da prostituta.
A melancia e as tarjas verdes
da deusa gorda
também são todas amarelas.
A rosa rubra, rouca, tosca...
de tanto amar
desmaia pétalas amarelas
e o a tua orelha,
Vanghog
é azul;
da cor de tua loucura.
terça-feira, 25 de março de 2008
Assinar:
Postagens (Atom)
